As regras do jogo: públicas, iguais para os 18
Nós não damos opiniões. Contamos votos.
Nenhuma decisão neste site é opinião nossa. Cada correcção nasce de veredictos publicados por fontes externas identificadas, citadas, datadas e com link. Estas são as regras completas, publicadas antes de aplicadas.
1 · O lance capital e o processo
Um lance capital é qualquer decisão de arbitragem com potencial para influenciar o resultado: golos anulados ou validados, penáltis assinalados ou por assinalar, expulsões mostradas ou por mostrar. Cada lance registado abre um processo com jogo, minuto, descrição objectiva e os veredictos das fontes, um a um, com citação e link.
2 · O painel de fontes
Analistas de arbitragem com nome (nos jornais, na televisão, em canais especializados) e o Conselho de Arbitragem da FPF. O veredicto pertence ao analista, não ao canal: quem opina em dois sítios conta uma vez; quem muda de opinião, vale a mais recente. Cada veredicto é «Erro», «Sem erro» ou «Duvidoso»; o duvidoso fica registado mas não conta como julgamento.
3 · A regra da maioria
Um lance só muda de estado por matemática, nunca por escolha editorial. Decide a maioria estrita de quem julgou o lance, seja o painel de 5 fontes ou de uma só, e a contagem está sempre à vista («3/4 avaliações»):
E uma segunda regra, só para os pontos: uma fonte sozinha nunca move pontos, em nenhuma vista do site. Corrigir um resultado exige pelo menos 2 avaliações independentes concordantes. Um erro confirmado por uma única avaliação conta no selo do jogo e no Índice de impacto apenas na vista «Inclui avaliação única», com a contagem impressa («1/1 avaliação»), mas o resultado só se corrige quando a segunda avaliação concordar. Qualquer estado é revisível quando entra uma fonte nova; o processo guarda o historial.
4 · O que corrige um resultado e o que nunca corrige
Camada 1, recalculável (aritmética, sem adivinhas): golo mal anulado devolve-se; golo mal validado retira-se; penálti inexistente e convertido retira-se. E a regra da cadeia directa: se o erro e o golo pertencem à mesma jogada sem interrupção (canto mal assinalado que dá golo, penálti inventado defendido com golo na recarga), o golo é recalculável.
Camada 2, registo de prejuízo (impossível recalcular): penálti por assinalar não é golo garantido; uma expulsão por mostrar não nos diz como acabava o jogo. Estes erros nunca mudam pontos: ficam no processo do jogo e no selo «resultado sob influência»; quando pertencem a uma categoria com peso positivo, pesam no Índice de impacto do clube.
Quando um erro de camada 1 é confirmado por ≥2 avaliações independentes concordantes, o resultado corrigido fica publicado na página do jogo e no processo do lance. Não publicamos classificações alternativas nem cenários especulativos: nunca assumimos que um penálti por assinalar daria golo, e expulsões nunca entram nas contas de pontos: esse prejuízo mede-se no Índice de impacto.
Cada jogo está «Em análise» desde o apito final até 7 dias depois. Depois de fechar, a ausência de lances significa que nenhum chegou a julgamento, não que o jogo foi dado como limpo; uma avaliação tardia pode sempre reabrir um processo, e a revisão fica anunciada.
5 · O Índice de impacto e a fórmula publicada
Nos erros confirmados elegíveis, o Índice de impacto compara as decisões favoráveis e desfavoráveis de cada clube, ponderadas pela gravidade do lance contra o clube que o sofreu e a favor do que o aproveitou. O valor é o total ponderado a favor menos o total ponderado contra. Nunca são pontos de classificação. Os pesos são públicos, fixados antes da época e iguais para os 18 clubes:
Os lances do tipo «Outro» ficam registados e visíveis nos processos. O peso 0 significa apenas que não contribuem para o Índice de impacto; não são apagados nem ignorados.
Cada categoria ponderada distingue MA, mal assinalado (o árbitro apitou o que não existia), de PA, por assinalar (existiu e deixou passar). Três garantias: só entram erros confirmados pela regra da maioria; a vista por omissão «Apenas consenso» exige pelo menos duas avaliações independentes concordantes, e a vista «Inclui avaliação única» acrescenta os casos com uma única avaliação, sempre com a contagem visível; o índice nunca é classificação: mede volume e gravidade do benefício e do prejuízo, nada mais; e os pesos nunca se ajustam a meio da época. Vermelhos pesam no índice, mas continuam a nunca alterar resultados nem pontos. Os lances classificados como «Outro» ficam registados e visíveis nos processos, sem peso no índice: são observações residuais das análises, e ponderá-los diluiria o que o índice mede.
6 · Ninguém edita os resultados
Os resultados corrigidos são recalculados automaticamente a partir dos casos confirmados, sempre pela mesma regra. Nem nós conseguimos «dar» um golo a um clube; só registando veredictos de fontes reais.
7 · Tudo é revisível, e o historial é público
Fontes tardias, como os pronunciamentos do Conselho de Arbitragem, juntam-se ao processo quando saem, o estado recalcula-se, e a página do lance mostra «revisto a DD/MM». A correcção é notícia, não vergonha.
8 · Limites que assumimos
Jogo sem análise publicada fica sem casos; ausência de cobertura não é ausência de erro, e dizemo-lo. A cobertura mediática concentra-se nos grandes; alargar o painel aos jogos pequenos é parte da missão. E nunca alojamos vídeo das transmissões: apenas minuto, descrição e link para as fontes.
9 · Na prática
As regras acima aplicadas a um lance publicado de cada decisão - o mais recente de cada uma.
10 · Como comparamos analistas e entidades
Um caso comparável é um lance em que faz sentido perguntar se alguém se afastou dos outros. A pergunta só se faz quando existe uma referência clara — e a referência constrói-se sempre excluindo primeiro quem está a ser avaliado, para ninguém ser comparado consigo próprio.
Analistas. Retirado o analista, tem de haver pelo menos 3 avaliações conclusivas entre os restantes e a posição dominante tem de ganhar por margem de 2 votos ou mais. Assim, 8–2, 6–3, 4–2 e 3–1 são referências; 5–4, 3–2, 2–1, 2–2 e 2–0 não são. Todas as referências válidas valem o mesmo: primeiro decide-se se há referência, só depois se compara. Avaliações em dúvida não contam para nenhum dos lados. Exigimos esta robustez porque daqui sai também o índice de isenção de uma pessoa identificada, que vive no perfil de cada analista. A posição editorial de uma publicação é avaliada da mesma forma, como se fosse um analista.
Entidades. Aqui a unidade não é a pessoa, é a publicação. Cada meio tem uma posição por lance (uma avaliação por autor, maioria estrita entre as conclusivas); a entidade avaliada sai, saem os meios que partilham autor com ela nesse lance, e os restantes agrupam-se por autores em comum — cada grupo vale uma unidade. É preciso haver pelo menos 2 unidades externas independentes com uma delas em maioria. O limiar é diferente do dos analistas porque esta vista não produz nenhum score nem classificação: mostra ocorrências verificáveis, com as contagens impressas.
Sanção. Nos lances de cartão com a sanção de cada voz registada, a tabela dos Analistas conta também como divergência, tal como qualquer outro lance, quando uma voz defendeu uma sanção diferente de uma maioria clara das restantes. Uma voz é um analista ou a posição editorial de uma publicação, e cada voz vale um voto. Retirada a voz avaliada, têm de sobrar pelo menos 3 vozes, a sanção dominante tem de ter 2/3 delas e margem de 2 votos. Segundo amarelo e vermelho contam aqui os dois como expulsão. Esta leitura não entra no índice de isenção.
Nas duas vistas vale a mesma condição de integridade: só se comparam avaliações que respondem à mesma pergunta do lance. Se um lance misturar perguntas diferentes, corrige-se ou fica de fora da comparação até estar resolvido. E divergir do consenso não demonstra erro técnico nem intenção clubística — os analistas e as entidades são comparados em conjuntos diferentes de lances.